domingo, 8 de setembro de 2013

Basílio Horta: "pobreza e desertificação económica são problemas sérios em Sintra"



Sintra tem problemas sérios por resolver, considera o candidato do Partido Socialista à presidência da câmara. “Assistimos a uma desertificação económica, com muitas empresas a sair para o estrangeiro e para outros concelhos, hectares de terrenos industriais abandonados, toda uma situação económica que arrasta consequências sociais muito graves, como o desemprego, com uma taxa muito alta que ronda os 14%, e que em termos de número faz de Sintra o segundo do país”, afirma Basílio Horta.

O democrata cristão, que é deputado independente no PS, está também preocupado com os seis mil jovens entre os 14 e os 21 anos assinalados pelas comissões de protecção, e com “a pobreza, muito grande no concelho, com centenas de famílias que recorrem à ajuda alimentar”, situação que “será seguramente uma das primeiras prioridades sociais de emergência que a Câmara terá de ter”, caso seja eleito.

Estas preocupações de Basílio Horta foram partilhadas ontem no colóquio "Sintra, Compromisso para o Crescimento e Emprego", uma iniciativa promovida no Centro Cultural Olga Cadaval pelo movimento de empresários que apoia a candidatura. Em resposta ao dinamizador do encontro, o socialista Jorge Coelho, ex-governante e ex-presidente executivo da Mota-Engil, o candidato explicou as razões que o levaram a aceitar o convite da concelhia para concorrer a Sintra.

“Amo Sintra desde há muito tempo. Vivi aqui nos melhores anos da minha vida e fiquei muito ligado a Sintra. E depois de ter visto e estudado o concelho, entendi que tinha as competências políticas e profissionais para tentar responder seriamente aos problemas sérios que se colocam”, disse Basílio Horta, lamentando que o índice de qualidade de vida do concelho tenha descido de quarto para 129º desde 2001.

"Não há ajuda social sem uma economia a crescer"

Quanto ao futuro, Basílio Horta assume que a tarefa será “muito difícil” e recusa facilidades. “A realidade não se resolve com promessas que não se podem cumprir, é com trabalho sério e consistente: olhar para as empresas, acompanhá-las, tentar resolver as suas dificuldades, e abrir Sintra ao país e ao Mundo, atrair investimento, fazer um pacote que seja atraente a quem quiser investir, e jogar com a fiscalidade autárquica, com base num contrato de investimento, não há apoios cegos”, explicou.

Só com crescimento, diz, poderão existir apoios sociais. “Não se iludam, não há ajuda social consistente e sustentada sem uma economia a crescer, porque isso significa o subsídio permanente, cada vez menor, porque a Câmara cada vez terá menos dinheiro. As pessoas não precisam de esmolas, precisam de trabalho, precisam de ter dinheiro no bolso para ir ao comércio comprar coisas”, defende. E é para isso que diz ter aceite ser candidato. “Se me ajudarem, vamos fazer de Sintra um grande concelho, não apenas nas suas belezas naturais, mas um grande concelho para investir e um excelente concelho para se viver.”

© Luís Galrão/Tudo sobre Sintra

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